COMUNICAÇÃO: COMO E PARA QUÊ APERFEIÇOAR?

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COMUNICAÇÃO: COMO E PARA QUÊ APERFEIÇOAR?

COMUNICAÇÃO: COMO E PARA QUÊ APERFEIÇOAR?

A comunicação é a mais básica e vital de todas as necessidades humanas, depois da sobrevivência física. Essa definição está relacionada a sermos seres sociais, que precisamos de conexão com o outro. Nós só conseguimos realizar nossos propósitos na vida, em função de não estarmos sozinhos!

A comunicação é um processo, por meio do qual as pessoas fazem circular mensagens, numa série de idas e vindas, através de vários canais (palavras orais, escritas, desenhos, pinturas, músicas, posturas, tons de voz, gestos, vestuário etc) ao mesmo tempo ou sucessivamente, mensagens essas trocadas dentro de um contexto, e que influenciam umas às outras. Assim, eu posso me comunicar com o outro fazendo “caras e bocas”, colocando uma roupa diferente, cantando ou escrevendo uma música, usando um tom de voz suave ou ríspido, cruzando os braços ou ficando em silêncio.

Quando a mensagem não é emitida de forma clara, pelo “falador”, ou quando quem a recebe, “o escutador”, não a entende, tal qual foi emitida, podem aparecer os desentendimentos. Isso é muito comum, pois somos estrangeiros no mundo do outro. É como se falássemos línguas diferentes!

Como é possível, então, que a comunicação flua de modo que todos se entendam?

Saber escutar o que de fato está sendo dito pelo outro e expressar o que de fato queremos dizer, embora pareça tarefa simples, é das mais difíceis. O entendimento é possível quando o “falador” utiliza mecanismos (codificador) para elaborar a mensagem de forma compreensível para o “escutador” e quando o “escutador” utiliza mecanismos (decodificador) para decifrar a mensagem, para que seja compreendida. Por outro lado, o tom de voz, o gesto, o corpo têm que estar em coerência com as palavras, caso contrário, a mensagem poderá ser mal entendida. Esses mecanismos facilitam a comunicação, na medida em que diminuem a possibilidade de deformação da fidelidade da mensagem e evitam perdas ou desvios da mesma, chamados de ruídos.

Portanto, comunicar-se com o outro, requer falar, escutar e responder, com uma abertura genuína ao outro e suas diferenças, para que juntos possamos desenvolver nosso maior potencial e oportunidade de transformação!

Helena Gurfinkel Mandelbaum – Advogada colaborativa; Mediadora; Consultora, Docente e Palestrante sobre Métodos de Abordagens de Conflitos e Crises; Mestre em Mediação pelo IUKB-Institut Universitaire Kurt Bosh- Maestría Latinoamericana Europea en Mediación; Terapeuta de Família e Casal.

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